30 de abril de 2011

"Dessa vez"


"É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente..."


Nando Reis




(postado por Julie)

24 de abril de 2011


“Estou cada vez mais bossa-nova, espiritualmente sentado num banquinho, com o violão no colo. Deus, como eu quero paz.”

Caio Fernando Abreu



(postado por Julie)

22 de abril de 2011

O "fantástico" da fotografia (antes do photoshop)

Vanguardismo, versatilidade, ousadia e uma percepção extremamente aguçada: essas são algumas das características das produções do fotógrafo americano Melvin Sokolsky,que pra mim - entre muitos outros grandes nomes da fotografia - é um dos melhores.

A série "Bubble" que ele fez em 1963 para a Harper’s Bazaar, revolucionou a fotografia de moda, fugindo de todo e qualquer padrão de normalidade da época.

Sobre este trabalho,Sokolsky, contou uma história interessante: em uma exposição, espiando a discussão que um grupo de estudantes faziam acerca de seu trabalho, ouviu alguns deles elogiarem suas habilidades com o Photoshop. As famosas fotografias com bolhas e modelos voadoras de Sokolsky, deveriam ser produto de um informata habilidoso, julgavam os estudantes, visto que não haviam quaisquer imperfeições perceptíveis naquelas imagens . Sokolsky, fingindo ser um espectador, uniu-se ao grupo e fez a grande observação: em 1963 o Photoshop sequer existia!
Talvez a admiração dos estudantes tenha aumentado quando descobriram que tudo aquilo foi feito artesanalmente, já que as bolhas realmente estavam penduradas nos prédios e suspensas nas ruas. Para sorte de Sokolsky, o marido de uma das modelos era amigo de um policial que concedeu a permissão para que o estranho projeto pudesse ser concretizado. Graças a isso as modelos puderam alçar vôo.









Diz-nos o fotógrafo que, ao idealizar este trabalho, tinha em mente uma tela de Bosh, que conhecera na infância: “ O Jardim das Delícias Terrenas”, magnífico tríptico que representa a vida no mundo como um espaço entre o paraíso e o inferno, entre o Éden e a perdição, enfatizando um detalhe em que um casal se apresenta dentro de uma bolha.

(O jardim das delícias terrenas" Hieronymus Bosch - 1504)



*detalhe da tela



Alguns críticos analisam que uma forma de pensar nas modelos em bolhas, é justamente encara-las como representações de uma beleza ideal. Pois, esta beleza, cristalizada naquelas fotografias, mantém-se longe da avassaladora ação do tempo. Apenas a imagem pode existir em sua juventude por um tempo infinito.

Para Sokolsky, os recursos tecnológicos, como a captação digital das imagens, facilita o trabalho pelo fato de permitirem a análise instantânea das imagens e diz utilizar o Photoshop hoje, para tratar e refinar as imagens, mas , deixando claro que é mesmo a idéia que realça o espírito da foto: “ a técnica não é o passaporte para se fazer uma grande imagem. Sem a idéia você não tem nada”.


*Melvin Sokolsky, foi um dos mais sucedidos fotógrafos publicitários dos anos 60, fotografou personalidades internacionais como Twiggy, Chet Baker, Natalie Wood, entre outros.Produziu ainda para Vogue, Vibe e Bazaar, além de ter trabalhos que constituem a coleção permanente de museus.





(postado por Julie)

21 de abril de 2011

De perto...


Quando uma música traz uma lembrança...acabam saindo algumas linhas...



E se você me visse de perto?
Conseguiria ver meu rosto suado, pelo esforço em acertar
Desconstruiria talvez, a imagem equivocada das minhas ações
Conheceria as minhas dores e se surpreenderia com a minha força
Então venha aqui e, cuidadosamente, retire a minha máscara...( eu permitirei...)
Me faça mostrar o melhor...

Há uma página vazia...
Ela insiste em esconder os esboços guardados e prontos pra se revelar
Mas é inútil ver de longe...

E você se apressou em dizer: “a estrada acabou...”
Mas querido,
Estradas serão sempre estradas
Então venha....
Arrisque olhar diretamente nos meus olhos...(e eu permitirei...)

Você me pergunta: “ por que seria tão diferente agora?”
E eu não tenho respostas prontas...(não dessa vez...)
Isso não seria um bom recomeço?

De perto, verei que seus defeitos são tão mais feios quando tenta disfarçar...
E as suas qualidades, tão mais encantadoras quanto poderia imaginar...
Mas (de perto) te entenderia se dissesse: “a estrada acabou...”

Nos conhecemos o bastante...
E eu não gritaria desesperadamente pra você voltar
Mas você me conhece o bastante...
Sabe que, sutilmente, eu te pediria que escutasse aquele velho silêncio
(Que não posso mais guardar...)





Julie





* P.S.: a qualidade do som tá bem melhor nesse vídeo aqui (http://www.youtube.com/watch?v=v2p_yNPBKVE&feature=related),mas não consegui postar...vale a pena dar uma conferida e curtir melhor a música...

20 de abril de 2011

De volta...


Pessoal, desculpe a ausência e a demora na atualização do blog. É a correria de sempre...(tem horas que ela aumenta né?).Enfim, espero que consigamos entrar no ritmo e postar com mais frequência.
E pra compensar os dias de sumiço, conteúdo novo pra vocês!
Abraço a todos e obrigada pela "companhia"
: )


(postado por Julie)

: )


“No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
...o cheiro que tinha um dia o próprio vento…”

Mário Quintana


(postado por Julie)
“Você foi lindo comigo. E distante. Me deu apoio, não o ombro."

(Caio Fernando Abreu)




(postado por Julie)

19 de abril de 2011

Oração de hoje (e sempre)


"SENHOR, QUE EU NÃO PERCA A LUZ E O BRILHO NO OLHAR, MESMO SABENDO QUE MUITAS COISAS QUE VEREI NO MUNDO PODERÃO ESCURECER MEUS OLHOS"



(postado por Julie)

"Fotoarte"

Gare de Saint Lazare, 1932 - Henri Cartier-Bresson



“Fotografar, é colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração.”
Henri Cartier-Bresson




(postado por Julie)

"Sessão nostalgia"

Sabe aquelas músicas que quando você ouve, dá uma animação enorme e vontade de aproveitar a vida, que nem o Ferris em "Curtindo a vida adoidado"?rsrs
Então....





(postado por Julie)

Adultos, descompliquem...

Sinceridade, simplicidade e espontaneidade! O que tem faltado na vida afetiva "adulta" da atualidade...






(postado por Julie)

"O que as escolas não ensinam"


Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates* ditou numa conferência em uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes, não aprenderiam na escola. Ele fala sobre como a "política educacional de vida fácil para as crianças" tem criado uma geração sem conceito da realidade, e como esta política tem levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola. Muito conciso todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais... Ele falou por menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora.

Regra 1: A vida não é fácil - acostume-se com isso.

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3: Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7: Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora.Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido, RUA !!!!! Faça certo da primeira vez.

Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10: Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a noite e ir trabalhar.

Regra 11: Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.


* Bill Gates, Dono da maior fortuna pessoal do mundo, e da Microsoft, a única empresa que enfrentou e venceu a Big Blues (IBM) desde de sua fundação em meados de 1900. A empresa que construiu o primeiro Cérebro Eletrônico (computador) do mundo.


(postado por Julie)

AFINIDADE


Esse texto faz parte da minha lista particular de favoritos: nunca vi nenhuma descrição tão ampla,coerente e sutil sobre a afinidade...


"A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
E o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro
retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto
no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que
as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar
a um não afim, sai simples e claro diante
de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento...

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.

A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem

Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.

Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou
sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado."


Artur da Távola


*P.S. 1 - Retirei algumas partes do texto, porque é bem extenso, mas se quiserem ler na integra,acessem o link: http://pensador.uol.com.br/afinidade/

* P.S. 2 - Esse texto é pra alguém em especial, com a qual compartilhei momentos únicos e de muita afinidade, que chamávamos de, "sintonia"...


(postado por Julie)

"Paris vs New York" e a vez dos designers

"A complexidade da comunicação, da profusão das imagens urbanas nos deixa sem a capacidade de nos deter e observar lentamente o que acontece ao redor. São seus ruídos que molestam, que confundem, que evitam enxergar o longe e o perto, que complicam o observar e o contemplar. Faz parte do nosso oficio perceber estes momentos, oficio que esteve sempre em constante ressonância com a poesia, a qual lhe permite interpretar e possuir uma visão artística do mundo permanecendo assim na abertura criativa deste oficio, concebendo e realizando obras que permeiam a condição humana."


Essa passagem do texto de Luis Emiliano Costa Avendaño,numa visão poética do design, justifica muito bem o trabalho de alguns designers, que tem realizado trabalhos ímpares, criativos e poéticos com temáticas diversas e contemporâneas.

Exemplo disso, é a série de ilustrações "Paris vs New York", do designer francês Vahram Muratyanl,do estúdio francês ViiiZ . O trabalho traduz elementos intrísecos e alguns clichês da badalada e moderna Nova York e a aconchegante e sofisticada "cidade luz" Paris, comparando as duas metrópoles de forma minimalista e bastante interessante. Confira abaixo, algumas das ilustrações.








Vale a pena conferir outras ilustrações da série: http://parisvsnyc.blogspot.com/



(postado por Julie)

18 de abril de 2011

A vida!!!

"A vida é mais simples do que a gente pensa: basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." (Kathleen Norris)

BOA SEMANA A TODOS OS MEUS AMIGOS!!!
BJS

Etel

11 de abril de 2011

"Evoluímos?"

"Me impressiona um pouco quando me convidam para esses avanços da Internet, o compartilhamento de fotos, de labirintos e pandemônios, e vejo que algumas pessoas têm 456 amigos numa tacada só, ou num arquivo, ou num sistema. Eu ficaria paralisado, sem saber a quem recorrer, no caso de uma aflição, um cansaço, uma deselegância, esses chauvinismos dos dias desafortunados. Olho, louvo a disposição para tanta gente, mas fico lembrando da época em que eu recebia cartas, direcionadas apenas para mim, com o selo pregado, o papel, o carimbo dos Correios etc. As cartas tinham rosto. Era a caligrafia da pessoa, a força de suas mãos. Tenho caixas dessas cartas comigo. Lembro também de telefonemas do tipo “não estou bem, preciso conversar ainda hoje contigo”, e tudo se providenciava para o encontro, porque o “ainda hoje”, dito por um amigo, é o maior dos mandamentos. É que sou de uma civilização do papel, dos amigos de carne e osso e de uma dose importante de conversa fiada. O que tem me preocupado mais nesse meu mundo, não é que eu tenha muitos ou poucos amigos. O alarmante mesmo é que estou vendo menos os amigos que ganhei da vida. Há uma certa dispersão de minha parte, que se acomoda gentilmente com minhas viagens, projetos, escritos. Era preciso que a gente tivesse menos obrigações, menos pensamentos lá adiante. Eu queria viver com menos, deixar todo o supérfluo de lado. Ultimamente, as promessas de cafés se avolumam, os “precisamos nos encontrar” se renovam, e às vezes me lembro do “olá como vai” do Paulinho da Viola, embora o meu sinal esteja aberto para tantas coisas lindas. Outro dia, desmarquei um almoço com um velho amigo e depois pensei que era ridículo não peitar as demandas, fazer da agenda somente um objeto quadrado e relegado, dizendo “espera aí, compadre, que nos vemos daqui a pouco, isso é o mais importante para hoje”. Há pouco, fui olhar uma coletânea de textos lindos, de pessoas queridas, que me chegaram pelo e-mail ao longo dos últimos anos. Me deu uma saudade, mas atravessou-me o sentimento da distância reparável, uma constatação sem dor da dispersão natural. Aconteceu. Algumas pessoas de que gosto muito eu raramente encontro, apesar de queridíssimas, de saber da importância. Outro dia, o velho e bom Lourival Holanda disse que eu era avaro de mim mesmo, e fiquei a pensar sem nostalgia nisso, à beira do Parque 13 de Maio. Talvez eu esteja somente distraído, introspectivo, nesse dia chuvoso no Recife. Muitas vezes acontece isso. Estou tão distraído, que não vejo o melhor. Talvez nós humanos sejamos um pouco assim, distraídos e dados ao efêmero. Então escrevo, buscando talvez alguma espécie de redenção"

* Conferência íntima, por Samarone Lima


*imagem: fotomontagem da serie "Polaroid" - Juan Felipe Rubio


(postado por Julie)

4 de abril de 2011

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”




(SARAMAGO, J. Livro dos Conselhos. In: Ensaio sobre a Cegueira, 1995)



(postado por Etel)

3 de abril de 2011

Sobre a coragem...

"A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada."

(Osho)


Pra mim ter coragem é enfrentar os obstáculos da vida e ver sempre um aprendizado! Fácil demais viver a vida... vivendo! Sem prestar atenção nela e agradecer as oportunidades de aprendizado. Isso tem me incomodado um pouco! Precisamos enfrentar o "risco" e entender a nossa "incompletude" de ser! Isso é humildade! Pra quê ficar claculando tudo sempre?! Um dia agente se frustra! Um dia agente tropeça! Um dia tudo corre bem... isso é a vida!

Bjs, Etel

2 de abril de 2011