21 de setembro de 2010

Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

**Francisco Buarque de Holanda**

(postado por Etel)

20 de setembro de 2010


"Oh! Darling, please believe me, I'll never do you no harm"

(postado por Julie)

13 de setembro de 2010

"Narcisismo"

"Os belos que me perdoem, mas inteligência e bom senso são fundamentais" ;-)

(postado por Julie)

12 de setembro de 2010

Sabedoria

"...uma forma de lembrar que, se os homens não olhassem, não ouvissem e não falassem o mal alheio, teríamos comunidades pacíficas com paz e harmonia."
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....em outras palavras: cuide verdadeiramente da sua vida, não pertube a do outro, aceite as diferenças e faça disso uma oportunidade para viver mais e não ser apenas mais um espectador da vida alheia...
(postado por Julie)

8 de setembro de 2010

Desabafo


Faço minhas, as palavras de Mário de Andrade...

"O Valioso tempo dos Maduros"

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, roeu o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareações de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

(postado por Julie)

6 de setembro de 2010

Diário de um viajante


"Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembra existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos."


(do livro: As cidades invisíveis -Ítalo Calvino)
(foto[linda!!] de jose francisco da silva matos)

(postado por Julie)

5 de setembro de 2010

"Percepção"

Percepção é o que te permite entender que uma única situação pode ter sentidos infinitos,que vão além dos conceitos de "certo" e "errado".Depende da intenção de quem a observa, vivencia. É ainda, o início para um outro entendimento: o deixar de “estar” feliz, para então “ser” feliz, é uma questão de escolha, de se posicionar diante da vida, sem deixar que ao contrário,ela se posicione diante de você.
É moldar - a seu modo - a sua felicidade.
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* Uma amiga indicou um vídeo inspirante e compartilho com vocês.
http://www.youtube.com/watch?v=0FxMCZ4OzL4

: )
(Postado por Julie)

1 de setembro de 2010

Pra começar um "bom dia!"


...receber,apreciar,sintonizar e descartar tudo aquilo que não fará diferença quando ele acabar...

(postado por Julie)

30 de agosto de 2010

Certas pessoas me inspiram...


Me inspiram com palavras, mas, principalmente com atitudes...
Me inspiram e ás vezes nem mesmo sabem o por que...
Talvez seja o jeito de viver a vida, de tratar as pessoas, de olhar com os "olhos do coração” e sentir...se deixar transparecer naquilo que realmente são ou que estão buscando ser...
Me inspiram estando longe e até mesmo sem tê-las visto algum dia...(o contato de perto, é um misto de impressões e expressões e, ás vezes,se não nos concentramos em observar, os pequenos detalhes passam despercebidos,se tornam corriqueiros,ofuscados por sons, cores, gestos e formas que por vezes se tornam “automáticos” demais no cotidiano).
Me inspiram com passados surpreendentes, que me fazem entender e apreciar o que são hoje....
Inspiração dotada de qualidades raras como bondade, sinceridade, humildade e ainda,o estar ali por livre arbítrio e verdadeiramente “por inteiro”.
Me inspiram quando, reconhecendo seus defeitos e,mesmo sabendo que nunca atingirão a perfeição – pelo simples fato de serem humanos – ainda assim se esforçam pelo caminho e fazem isto por si (paz interior) para então compartilhar com os outros da melhor maneira.
Me inspiram simplesmente por trazerem paz, por serem "apenas" seres humanos em busca de equilíbrio e amor ao próximo.Por brotarem em mim a vontade de ser alguém melhor,de reconhecer os erros, de pedir desculpas,trazer alegria...recomeçar...
É um gesto que ficou guardado, uma espontaneidade não esquecida, uma essência rica e sincera que apenas fica comigo, quando frequentemente peço que me acompanhe, até mesmo quando aqueles que as proporcionaram já partiram da minha vida, do meu círculo...se renovando contudo, nas minhas tentativas de colocar em prática e retribuir tudo o que de bom, um dia eu recebi...

A essas pessoas as quais chamo de especiais, raras, de seres evoluídos....àquelas que sabem...e àquelas que ainda não tive a oportunidade de dizer o quanto significam:obrigada!
: )
(Postado por Julie)

Mais um ensinamento...

A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!

Chico Xavier
(postado por Etel)

27 de agosto de 2010

Amor!

SIMPLES: "apenas" sentir, sem mais explicações...
ESPONTÂNEO: não é algo que se cobre, simplesmente acontece!
SINCERO:como tem que ser!
: )


(Postado por Julie)

24 de agosto de 2010

Pra relaxar...


Há quem não goste, mas...tem coisa melhor que dormir ao som daquele barulhinho de chuva caindo no telhado? E pra ficar ainda melhor, uma música ambiente de qualidade! Me indicaram essa preciosidade e vou compartilhar com vocês. O som da chuva é idêntico e você pode curtir sua playlist simultaneamente...
: )
RainyMood.com

(Postado por Julie)

23 de agosto de 2010

"Ética, Indivíduo e Sociedade"

Li um texto interessante sobre a ética... divido com todos que se interessam pela temática.

Por Mário Cortella – Filósofo e professor
É muito animador poder encerrar um Congresso dessa natureza com o tema “Ética”. Pensar as questões da ética significa recusar a resignação do pensamento – e a resignação é, em grande parte, cumplicidade. Uma frase clássica diz: “Os ausentes nunca têm razão”. E,muitas vezes, nós, homens e mulheres, inclusive os educadores, nos ausentamos da proteção da ética, seja porque nem sempre fazemos o melhor a ser feito, seja porque nem sempre nos preocupamos com a proteção da vida coletiva. A ética é a recusa ao apequenamento da vida, do espírito, dos valores, da dignidade, do falecimento da esperança. Já dizia o educador Paulo Freire que a única briga digna de se brigar na vida é a dignidade coletiva.
Conforme afirmava o grande primeiro-ministro britânico Disraeli, “a vida é muito curta para ser pequena”. A ética é precisamente a nossa capacidade de recusar o apequenamento da vida – mais do que isso, de recusarmos o que talvez seja a pior doença de nosso tempo: o falecimento da esperança. O falecimento da esperança é tão grande que alguns de nós dizem, diariamente, a frase: “O que se pode fazer? Aqui é assim!”. Esse é um pensamento perigosíssimo. Nós vivemos numa sociedade que, muitas vezes, é atropelada pela idéia do que seja o “normal”. A violência é normal; a degradação é normal; a inadimplência é normal; a fratura ética é normal; a corrupção é normal. Cuidado! Trata-se de um procedimento perigoso, e precisamos saber lidar com isso.
Todos os dias milhões de pessoas se postam diante seus televisores, de noite, assistindo ao noticiário, e vêem a corrupção, a miséria, um incêndio numa favela, um tiroteio, a degradação do meio ambiente, e pensam: “Que horror! Alguém precisa fazer alguma coisa!”. Essa frase ecoa por todos os lugares. Expressa uma omissão, pois supõe que o que têm de ser feito deverá sê-lo por outras pessoas, não por nós. Isso é característico de uma sociedade narcísica: se eu estou com o problema da escola resolvido, assim como emprego,alimentação, saúde, alguém tem de fazer alguma coisa.
Muitas vezes a gente estabelece uma ética que pode ser, vez por outra, marcada pelo
cinismo. Por exemplo, quantas vezes dizemos: “Que horror, que nojo! Onde já se viu
desviar dinheiro público!”. Aí, você vai ao dentista e ele diz: “Com recibo ou sem recibo?”.Sem recibo. “Que horror, mensalão!”. Você compra produto pirata? “Só quando é conveniente”. Mas o produto não paga imposto! Você põe uma nota de R$ 20 na carteira de motorista para o caso de um policial te parar? Você pára o carro em fila dupla? “Ah, mas é só por um pouquinho!”. Na declaração de imposto de renda, você põe as fontes de todos os recibos? Não é interessante essa contradição?
Ética tem a ver com autenticidade e honestidade. É característica de uma pessoa íntegra, ue não tem duas caras – como aqueles que dizem uma coisa e fazem outra. “Que horror essas elites, esses políticos, onde já se viu?!”, exaltam-se muitos. Mas na casa de várias pessoas não se registra a carteira da empregada doméstica – porém, nenhum de nós gostaria de trabalhar sem registro. E todo mundo procura uma desculpa para justificar esses atos. Qual é a diferença, do ponto de vista ético, entre comprar um recibo e colocar um emenda no orçamento para receber dinheiro de ambulância? Do ponto de vista ético, é a mesma coisa. O ato de furtar independe se é um milhão ou cem reais. A primeira coisa que devemos fazer, se quisermos pensar em ética, é sairmos do terreno do cinismo, que todos nós, individualmente, vez por outra, praticamos.
Vocês se lembram do caso do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos que, em 1997, morreu queimado por cinco jovens de classe média, em Brasília, dormindo na rua, quando fora àquela cidade com outros membros de sua tribo para reivindicar a demarcação de suas terras? Pois bem, três daqueles jovens estudavam em escolas religiosas, e dois eram filhos de juízes. Isso demonstra que a questão crucial, em nosso país, não é a oposição entre escola pública e escola particular, e sim entre escola boa e escola ruim. Trata-se de algo muito sério – não devemos cair na armadilha. Uma democracia exige que enfrentemos a questão verdadeira: a questão verdadeira é a oposição entre público e privado? Jamais. A questão principal é bom versus ruim. Aqueles jovens de Brasília, quando presos, disseram:
“Pedimos desculpas, não queríamos fazer isso, desejávamos apenas nos divertir um pouco”.E completaram , de forma ainda mais terrível: “Não sabíamos que se tratava de um índio,pensávamos que fosse um mendigo”. Onde eles aprenderam que mendigo não é gente? No dia-a-dia, no nosso trabalho, no livro didático, na família.
Num país como o nosso, “analfabeto” é xingamento. Quando as nossas empregadas anotam
um recado, escrevendo erradamente as palavras, e uma criança mostra para sua mãe, em
tom de zombaria, e ambas riem em deboche, estão tripudiando sobre a miséria. Temos 18
milhões de pessoas que não conseguem ler o lema da nossa bandeira. O estilhaçamento da ética não vem só das instâncias superiores, está presente no nosso dia-a-dia: quando se omite a fonte de receita, quando não se pede a nota fiscal, quando se aceita comprar produto pirata. Se falamos em ética, indivíduo e sociedade, então temos que saber o que isso significa. De volta ao caso do assassinato do índio Galdino, lembro-me que, à época, na coluna semanal do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, na revista “Veja”, publicava-se apenas a pergunta: “Por que assassinaram o índio Galdino Jesus dos Santos? Porque pode”.Pode, mas não deve; pode, mas não precisa; pode, mas não será!
A armadilha da qual todos nós temos de escapar é supor que a temática da ética está no outro. Nós, brasileiros, a esse respeito, somos muito curiosos: numa conhecida pesquisa realizada pelo Ibope, perguntou-se se o brasileiro é racista, e 96% dos entrevistados responderam “sim”; a pergunta seguinte era “Você é racista?”, e 98% dizem “não”. Ou seja, uma impossibilidade estatística. Precisamos abandonar uma certa arrogância ao abordar o tema da ética, para que não pratiquemos a que os cristãos chamam de farisaísmo – prega-se,mas não se faz; fala-se, mas não se age.
Ética não é cosmética ou maquiagem – é algo real e concreto. Do contrário, é cinismo.
Portanto, trata-se de uma escolha, e nós somos livres para optar, confrontando-nos com dilemas. O que fará com que uma escolha seja honesta diante de um dilema ético é a integridade da pessoa. Ouve-se comumente a frase: “Todo homem tem seu preço”. Qual é o seu preço? Por que você não se vende – ou por que você se vende eticamente? Trata-se de uma questão de integridade.
A única coisa que garante a nossa capacidade de lidar com dilemas éticos, cuja resposta seja autêntica, é a nossa integridade. O que é o dilema? É a dificuldade de responder às três grandes questões da vida humana: “Quero?”, “Devo?”, “Posso?”. Há coisas que eu quero, mas não devo; há coisas que eu devo, mas não posso; há coisas que eu posso, mas não quero. A paz de espírito e a felicidade só existem quando se conciliam esses princípios. Caso contrário, sobrevêm o sofrimento e a perturbação pessoal.
O dilema é exatamente a dificuldade de responder àquelas indagações, combinando-as.
Nós que lidamos com jovens estamos diante de uma questão muito séria: parte deles vive o presente até o esgotamento. A escola pública e a escola particular têm como tarefa fazer com que esses jovens diminuam sua sofreguidão – o desespero e a ânsia de viver tudo no mesmo dia. Esse problema é tão premente, que algumas escolas já introduziram técnicas de meditação com o objetivo de permitir que os alunos diminuam o giro do motor de suas vidas no cotidiano. Talvez tenhamos criado uma geração que, do ponto de vista ético, transformou desejos em direitos. Estamos dizendo aos jovens algo perigoso, e eles começam a acreditar: a pior herança do mundo romano, a idéia de carpe diem (“aproveite o dia”). Não nos esqueçamos de que essa frase de Ovídio foi proferida antes da decadência do Império Romano, entretanto passou a valer, de fato, durante o seu declínio.
É a era do vale tudo – e a juventude acredita nisso. De onde tiraram essa idéia? Às vezes, de nós, educadores. Mostramos-lhes que não haverá futuro, meio ambiente, trabalho, segurança.Quando lhes dizemos que seu presente não existe, a música que ouvem não passa de barulho, a comida que comem é uma porcaria, que nossa infância foi melhor do que a deles, etc, reafirmamos a opinião de que eles não têm história. A eles, então, só resta viver o presente até o esgotamento.
O educador Paulo Freire dizia algo que não podemos deixar perecer: “É preciso ter
esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança
do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera”. As pessoas
esperam que tudo dê certo, tudo se resolva, tudo funcione – isso não é esperança, é espera.
A propósito do convite do SinepeRio para participar deste Congresso, lembrei-me de uma frase do monge beneditino François Rabelais, do século XVI, um grande nome da literatura francesa, que tem uma força impressionante e traduz o que muitos levam em conta na questão ética: “Conheço muitos, que não puderam, quando deviam, porque não quiseram, quando podiam”. Nós queremos, devemos e podemos. Temos de fazê-lo.
Concluo com uma frase de um homem que admiro imensamente, o alemão Albert Schweitzer (1875-1965). Como se sabe, ele foi um grande médico europeu, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz nos anos 50, e, recém-formado em medicina, foi embora para a áfrica, onde ficou por meio século. Schweitzer certa feita afirmou: “A tragédia não é quando um homem morre; a tragédia é aquilo que morre dentro de um homem enquanto está vivo”. A esperança, a possibilidade de fazer de outro modo e a maneira de reinventar não podem morrer. A ética é a recusa ao desespero, é a proteção da integridade e a forma de impedir o apequenamento da vida. A ética é o combustível da esperança.

(postado por Etel)