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10 de novembro de 2010

"Liberte-se"


"Eu vislumbro o Paraíso...
Eu o crio.
Ele não me será dado, mas sim gerado.
Sairá através de mim...
.

A beleza é o reflexo, não o alvo.
Ela não existe para ser atingida e sim m a n i f e s t a d a.
.
Nós, somos o alvo... O Amor, a flexa.
.

É preciso Amor para poder Pulsar...
Coragem para ser o que se é.
.
Proteção nunca é demais.
Medo, é fé de menos...
.

A vida é uma espiral de evolução...
Cada nova volta, cada curva... é um salto quântico!
Não existe evolução sem desafios...
.
Desafios são desafios...
Salte-os!
Não fique preso entre os espaços da Espiral
Agarrado a velhas e pequenas emoções...
Percorra-os... seguindo o fluxo!
Liberte-se."
*autor desconhecido


(postado por Julie)

8 de novembro de 2010

Morre lentamente


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Morre lentamente...

(Pablo Neruda)


Neruda nasceu em 1904 no Chile. Foi um político marxista e estudou pedagogia. Lutou pela liberdade de seu povo e dizem que morreu de tristeza... em 1973, cancer de prostata!

Deixou um legado... de poesias, livros, idéias que nao morrem jamais!

(postado por Etel)

7 de novembro de 2010

Vamos ler a Caçada de Pedrinho???


"Escrever é gravar reações psíquicas. O escritor funciona qual antena - e disso vem o valor da literatura. Por meio dela, fixam-se aspectos da alma dum povo, ou pelo menos instantes da vida desse povo." Monteiro Lobato

Por isso aprecio escrever... tem gente que fala que é coisa de doido! Pensar demais... quem escreve é porque pensa... nao coisas simplistas ou o que todo mundo pensa... hehehehe LOGO... eu sou doida??? hehehehe

Viram o que tao "querendo" fazer com o Monteiro Lobato... gente ele escreveu sua obra na década de 30 aproximadamente... ele influenciou a Semana de Arte Moderna e só defendeu a arte puramente brasileira... isso é um equivoco!!! tem nada de racismo!!! o povo hj e q ta sem cultura e nem lembra mais ou nunca se maravilhou com as historias do Sitio e as aventuras da menina que podia tudo porque "é" a "boneca de pano"... bjs e bom fim de semana a todos os meus amigos!!!

(postado por Etel)

17 de outubro de 2010

As crises são o grito da vida nos chamando a modificação!

Os desafios existem pra nos ajudar a crescer e encontrar uma saída mais simples pra algo que não vai bem. É difícil né? É porque agente se acostuma com a “boa vida” e se acomoda!!! Reclamar, chorar e adiar decisões não resolve problema algum! Adiar é uma forma de sabotar a si mesmo! Em vez de reagir, aja! Coragem... as crises são o grito da vida te chamando...

Bjs, boa semana a todos... quem não passa por uma crise?!!!

(postado por Etel)

15 de outubro de 2010

FELICIDADE...

“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade” já dizia o Drummond rsrsr. Então é assim... Viver , sem julgar tanto o que sente. Isso evita oscilações!!! Isso é curtir o momento feliz que é diferente de curtir as emoções, essas são passageiras (negativas e positivas). Mas como saber se o que vivemos é momento feliz ou emoção??? Dúvida né?!!!! Rsrsr normal!!! Se a coisa passar e agente pula pro oposto dessa balança entre o negativo e o positivo... aí e só a emoção!!! Momento feliz é saber contemplar... é sereno, é VIVER!

Sabe, tenho pensado... o que conta é o caminho, o que fazemos entre os obstáculos ou sucessos da vida... então, penso assim... Só é feliz quem é fiel a si mesmo... êta trem difícil!!!

Bom, vi um texto legal sobre a felicidade quero dividir com vocês, é de uma psicóloga Samanta Jorge:

“A felicidade não se resume em buscar a aprovação social a qualquer custo, mas construir referências que tenham consistência genuína para você.”

Então vamos praticar?

A coragem de sentir (um item para a felicidade)

1-Cultive a sensibilidade;

2-Não mantenha relações tóxicas (dependentes de dinheiro, de carinho, de fisico),

3-Fuja das tentações do ego (sentir-se vítima);

4-Experimente ser alegre e forte,

5-Sinta com todo o seu corpo,

6-Fique atento ao amor e ao ódio que sente,

7-Tenha compaixão pela dor (sua e a dos outros),

8-não ache que para ser feliz precisa de isto ou aquilo (a vida acontece todos os dias).

Espero que tenham gostado... Bjs, Etel

10 de outubro de 2010

VAMOS TOMAR UM CAFÉ ?



Por : Mariângela de L. C. S. Silva

Vamos tomar um café ? Mas tem que ser um café de sabedoria onde as almas se encontrem, onde os cantinhos mais felizes e cheios de flores ficarão na memória infinita do coração ...

Vamos tomar um café ? Mas somente com a paz sendo vizinha de nossa criança singela que ainda possuímos insistentemente !

Vamos tomar um café ? Com uma prosa boa, sem nada querer dizer, mas que no final foram ditas tantas palavras que nos fizeram crescer...

Vamos tomar um café ? Daquele cafezinho quente, que abriga a gente, nas desilusões da vida e revigoram nosso ser !

Vamos tomar um café ? Só se for com poesia, pra falar de vida em vida como se fosse noite e dia ...

Vamos tomar um café ? Um café de grandes amigas, que se conheceram outro dia mas foi nesse dia próximo que nos tornou tão eternas nessa amizade infinda ...

Vamos tomar um café ? Um café de paladar bem temperado e quentinho, não tão doce nem tão amargo , mas trazido bem candente, com fumacinha feliz pro coração da gente ?

Vamos tomar um café ? Um café de alegrias, alegrias infinitas onde Deus está pertinho sempre amparando a gente ?

Vamos tomar um café ? Sem ontem, sem amanhã, só o hoje no momento , o mais importante instrumento de nossos seres de luz ...

Vamos tomar um café ? Sempre um tempo dentro do tempo, reservado só pra gente, saber de cada uma, sem tolher, sem recusar o ombro amigo, o livre sorriso, a paz de anjo, palavras felizes, apoio da vida , de vida com vida, fazendo o açúcar mais doce da vida : A AMIZADE !

Que bom convidá-la para um café ... Café de amigas, com açúcar de vidas !

Etel, então vamos tomar um café ?


Ei amigos! Olha como existe gente especial!!! Esse poema é de uma grande amiga, Mariângela. Poucas as pessoas tem o privilégio de ter amigos que escrevem poesias para outros amigos... e eu tenho!!! Pessoa iluminada, sincera, amorosa e de um coração... que nem sei o tamanho dele! Só tenho a agradecer a Deus por ter me colocado em seu caminho amiga... aprendo muito com você, todos os dias!!! Grande beijo! Coragem e sabedoria, sempre.
Com carinho Etel

Esse Veríssimo!!!


Os dois menores contos de fadas do mundo!
Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

– Você quer casar comigo?

E ele respondeu: Eu não!!!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma mulher.



FIM



Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

– Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:

– Nem fo...den...do!

FIM

(Luís Fernando Veríssimo: nasceu em 1936, em Porto Alegre.

É Filho do escritor Érico Veríssimo.)



Pra gente pensar um pouco na figura feminina em que a mulher se transforma nesse século. Divido com vocês! Bom feriado!!! Bjs
Etel

30 de setembro de 2010

Encontrei a felicidade...

Acho esse texto uma relíquia e diz exatamente TUDO o que penso sobre felicidade.
Não se limita porém, a um "como fazer"...já que isso é você quem vai descobrir, mas, é um grande estímulo e uma ótima reflexão para achar o caminho.
Do it yourself...e encontre a sua felicidade você também...
: )



Encontrei a felicidade

Corremos de um lado para o outro esperando descobrir a chave da felicidade. Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva num passe de mágica.
Achamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes.
E, assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa para serem felizes.
Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes. Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes e outros trabalham além do normal para serem felizes. Uma busca infinda. Anos desperdiçados.
Nunca a lua está ao alcance da mão, nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto. Sombras, lágrimas. Nunca estamos satisfeitos. Mas, há uma forma melhor de viver! A partir do momento em que decidimos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou ao fim. É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa. E jamais está à venda.
Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós mesmos, é inútil procurar em outra parte. Sempre que dependemos de coisas fora de nós para ter alegria, estamos fadados à decepção. A felicidade não tem nada a ver com conseguir. Consiste em satisfazer-nos com o que temos e com o que não temos.
Poucas coisas são necessárias para fazer feliz o homem sábio, ao mesmo tempo em que nenhuma fortuna satisfaria a um inconformado.
As necessidades de cada um de nós são poucas. Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer, alguém a amar, alguma coisa a esperar, seremos felizes. Saiba: A única fonte de felicidade está dentro de você, e deve ser repartida.
Repartir suas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo.
"Na incerteza do amanhã aproveite o hoje para ser feliz."

(Anônimo)


(postado por Julie)

21 de setembro de 2010

Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

**Francisco Buarque de Holanda**

(postado por Etel)

13 de setembro de 2010

"Narcisismo"

"Os belos que me perdoem, mas inteligência e bom senso são fundamentais" ;-)

(postado por Julie)

12 de setembro de 2010

Sabedoria

"...uma forma de lembrar que, se os homens não olhassem, não ouvissem e não falassem o mal alheio, teríamos comunidades pacíficas com paz e harmonia."
.
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....em outras palavras: cuide verdadeiramente da sua vida, não pertube a do outro, aceite as diferenças e faça disso uma oportunidade para viver mais e não ser apenas mais um espectador da vida alheia...
(postado por Julie)

8 de setembro de 2010

Desabafo


Faço minhas, as palavras de Mário de Andrade...

"O Valioso tempo dos Maduros"

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, roeu o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareações de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

(postado por Julie)

6 de setembro de 2010

Diário de um viajante


"Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembra existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos."


(do livro: As cidades invisíveis -Ítalo Calvino)
(foto[linda!!] de jose francisco da silva matos)

(postado por Julie)

5 de setembro de 2010

"Percepção"

Percepção é o que te permite entender que uma única situação pode ter sentidos infinitos,que vão além dos conceitos de "certo" e "errado".Depende da intenção de quem a observa, vivencia. É ainda, o início para um outro entendimento: o deixar de “estar” feliz, para então “ser” feliz, é uma questão de escolha, de se posicionar diante da vida, sem deixar que ao contrário,ela se posicione diante de você.
É moldar - a seu modo - a sua felicidade.
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* Uma amiga indicou um vídeo inspirante e compartilho com vocês.
http://www.youtube.com/watch?v=0FxMCZ4OzL4

: )
(Postado por Julie)

30 de agosto de 2010

Mais um ensinamento...

A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!

Chico Xavier
(postado por Etel)

27 de agosto de 2010

Amor!

SIMPLES: "apenas" sentir, sem mais explicações...
ESPONTÂNEO: não é algo que se cobre, simplesmente acontece!
SINCERO:como tem que ser!
: )


(Postado por Julie)

23 de agosto de 2010

"Ética, Indivíduo e Sociedade"

Li um texto interessante sobre a ética... divido com todos que se interessam pela temática.

Por Mário Cortella – Filósofo e professor
É muito animador poder encerrar um Congresso dessa natureza com o tema “Ética”. Pensar as questões da ética significa recusar a resignação do pensamento – e a resignação é, em grande parte, cumplicidade. Uma frase clássica diz: “Os ausentes nunca têm razão”. E,muitas vezes, nós, homens e mulheres, inclusive os educadores, nos ausentamos da proteção da ética, seja porque nem sempre fazemos o melhor a ser feito, seja porque nem sempre nos preocupamos com a proteção da vida coletiva. A ética é a recusa ao apequenamento da vida, do espírito, dos valores, da dignidade, do falecimento da esperança. Já dizia o educador Paulo Freire que a única briga digna de se brigar na vida é a dignidade coletiva.
Conforme afirmava o grande primeiro-ministro britânico Disraeli, “a vida é muito curta para ser pequena”. A ética é precisamente a nossa capacidade de recusar o apequenamento da vida – mais do que isso, de recusarmos o que talvez seja a pior doença de nosso tempo: o falecimento da esperança. O falecimento da esperança é tão grande que alguns de nós dizem, diariamente, a frase: “O que se pode fazer? Aqui é assim!”. Esse é um pensamento perigosíssimo. Nós vivemos numa sociedade que, muitas vezes, é atropelada pela idéia do que seja o “normal”. A violência é normal; a degradação é normal; a inadimplência é normal; a fratura ética é normal; a corrupção é normal. Cuidado! Trata-se de um procedimento perigoso, e precisamos saber lidar com isso.
Todos os dias milhões de pessoas se postam diante seus televisores, de noite, assistindo ao noticiário, e vêem a corrupção, a miséria, um incêndio numa favela, um tiroteio, a degradação do meio ambiente, e pensam: “Que horror! Alguém precisa fazer alguma coisa!”. Essa frase ecoa por todos os lugares. Expressa uma omissão, pois supõe que o que têm de ser feito deverá sê-lo por outras pessoas, não por nós. Isso é característico de uma sociedade narcísica: se eu estou com o problema da escola resolvido, assim como emprego,alimentação, saúde, alguém tem de fazer alguma coisa.
Muitas vezes a gente estabelece uma ética que pode ser, vez por outra, marcada pelo
cinismo. Por exemplo, quantas vezes dizemos: “Que horror, que nojo! Onde já se viu
desviar dinheiro público!”. Aí, você vai ao dentista e ele diz: “Com recibo ou sem recibo?”.Sem recibo. “Que horror, mensalão!”. Você compra produto pirata? “Só quando é conveniente”. Mas o produto não paga imposto! Você põe uma nota de R$ 20 na carteira de motorista para o caso de um policial te parar? Você pára o carro em fila dupla? “Ah, mas é só por um pouquinho!”. Na declaração de imposto de renda, você põe as fontes de todos os recibos? Não é interessante essa contradição?
Ética tem a ver com autenticidade e honestidade. É característica de uma pessoa íntegra, ue não tem duas caras – como aqueles que dizem uma coisa e fazem outra. “Que horror essas elites, esses políticos, onde já se viu?!”, exaltam-se muitos. Mas na casa de várias pessoas não se registra a carteira da empregada doméstica – porém, nenhum de nós gostaria de trabalhar sem registro. E todo mundo procura uma desculpa para justificar esses atos. Qual é a diferença, do ponto de vista ético, entre comprar um recibo e colocar um emenda no orçamento para receber dinheiro de ambulância? Do ponto de vista ético, é a mesma coisa. O ato de furtar independe se é um milhão ou cem reais. A primeira coisa que devemos fazer, se quisermos pensar em ética, é sairmos do terreno do cinismo, que todos nós, individualmente, vez por outra, praticamos.
Vocês se lembram do caso do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos que, em 1997, morreu queimado por cinco jovens de classe média, em Brasília, dormindo na rua, quando fora àquela cidade com outros membros de sua tribo para reivindicar a demarcação de suas terras? Pois bem, três daqueles jovens estudavam em escolas religiosas, e dois eram filhos de juízes. Isso demonstra que a questão crucial, em nosso país, não é a oposição entre escola pública e escola particular, e sim entre escola boa e escola ruim. Trata-se de algo muito sério – não devemos cair na armadilha. Uma democracia exige que enfrentemos a questão verdadeira: a questão verdadeira é a oposição entre público e privado? Jamais. A questão principal é bom versus ruim. Aqueles jovens de Brasília, quando presos, disseram:
“Pedimos desculpas, não queríamos fazer isso, desejávamos apenas nos divertir um pouco”.E completaram , de forma ainda mais terrível: “Não sabíamos que se tratava de um índio,pensávamos que fosse um mendigo”. Onde eles aprenderam que mendigo não é gente? No dia-a-dia, no nosso trabalho, no livro didático, na família.
Num país como o nosso, “analfabeto” é xingamento. Quando as nossas empregadas anotam
um recado, escrevendo erradamente as palavras, e uma criança mostra para sua mãe, em
tom de zombaria, e ambas riem em deboche, estão tripudiando sobre a miséria. Temos 18
milhões de pessoas que não conseguem ler o lema da nossa bandeira. O estilhaçamento da ética não vem só das instâncias superiores, está presente no nosso dia-a-dia: quando se omite a fonte de receita, quando não se pede a nota fiscal, quando se aceita comprar produto pirata. Se falamos em ética, indivíduo e sociedade, então temos que saber o que isso significa. De volta ao caso do assassinato do índio Galdino, lembro-me que, à época, na coluna semanal do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, na revista “Veja”, publicava-se apenas a pergunta: “Por que assassinaram o índio Galdino Jesus dos Santos? Porque pode”.Pode, mas não deve; pode, mas não precisa; pode, mas não será!
A armadilha da qual todos nós temos de escapar é supor que a temática da ética está no outro. Nós, brasileiros, a esse respeito, somos muito curiosos: numa conhecida pesquisa realizada pelo Ibope, perguntou-se se o brasileiro é racista, e 96% dos entrevistados responderam “sim”; a pergunta seguinte era “Você é racista?”, e 98% dizem “não”. Ou seja, uma impossibilidade estatística. Precisamos abandonar uma certa arrogância ao abordar o tema da ética, para que não pratiquemos a que os cristãos chamam de farisaísmo – prega-se,mas não se faz; fala-se, mas não se age.
Ética não é cosmética ou maquiagem – é algo real e concreto. Do contrário, é cinismo.
Portanto, trata-se de uma escolha, e nós somos livres para optar, confrontando-nos com dilemas. O que fará com que uma escolha seja honesta diante de um dilema ético é a integridade da pessoa. Ouve-se comumente a frase: “Todo homem tem seu preço”. Qual é o seu preço? Por que você não se vende – ou por que você se vende eticamente? Trata-se de uma questão de integridade.
A única coisa que garante a nossa capacidade de lidar com dilemas éticos, cuja resposta seja autêntica, é a nossa integridade. O que é o dilema? É a dificuldade de responder às três grandes questões da vida humana: “Quero?”, “Devo?”, “Posso?”. Há coisas que eu quero, mas não devo; há coisas que eu devo, mas não posso; há coisas que eu posso, mas não quero. A paz de espírito e a felicidade só existem quando se conciliam esses princípios. Caso contrário, sobrevêm o sofrimento e a perturbação pessoal.
O dilema é exatamente a dificuldade de responder àquelas indagações, combinando-as.
Nós que lidamos com jovens estamos diante de uma questão muito séria: parte deles vive o presente até o esgotamento. A escola pública e a escola particular têm como tarefa fazer com que esses jovens diminuam sua sofreguidão – o desespero e a ânsia de viver tudo no mesmo dia. Esse problema é tão premente, que algumas escolas já introduziram técnicas de meditação com o objetivo de permitir que os alunos diminuam o giro do motor de suas vidas no cotidiano. Talvez tenhamos criado uma geração que, do ponto de vista ético, transformou desejos em direitos. Estamos dizendo aos jovens algo perigoso, e eles começam a acreditar: a pior herança do mundo romano, a idéia de carpe diem (“aproveite o dia”). Não nos esqueçamos de que essa frase de Ovídio foi proferida antes da decadência do Império Romano, entretanto passou a valer, de fato, durante o seu declínio.
É a era do vale tudo – e a juventude acredita nisso. De onde tiraram essa idéia? Às vezes, de nós, educadores. Mostramos-lhes que não haverá futuro, meio ambiente, trabalho, segurança.Quando lhes dizemos que seu presente não existe, a música que ouvem não passa de barulho, a comida que comem é uma porcaria, que nossa infância foi melhor do que a deles, etc, reafirmamos a opinião de que eles não têm história. A eles, então, só resta viver o presente até o esgotamento.
O educador Paulo Freire dizia algo que não podemos deixar perecer: “É preciso ter
esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança
do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera”. As pessoas
esperam que tudo dê certo, tudo se resolva, tudo funcione – isso não é esperança, é espera.
A propósito do convite do SinepeRio para participar deste Congresso, lembrei-me de uma frase do monge beneditino François Rabelais, do século XVI, um grande nome da literatura francesa, que tem uma força impressionante e traduz o que muitos levam em conta na questão ética: “Conheço muitos, que não puderam, quando deviam, porque não quiseram, quando podiam”. Nós queremos, devemos e podemos. Temos de fazê-lo.
Concluo com uma frase de um homem que admiro imensamente, o alemão Albert Schweitzer (1875-1965). Como se sabe, ele foi um grande médico europeu, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz nos anos 50, e, recém-formado em medicina, foi embora para a áfrica, onde ficou por meio século. Schweitzer certa feita afirmou: “A tragédia não é quando um homem morre; a tragédia é aquilo que morre dentro de um homem enquanto está vivo”. A esperança, a possibilidade de fazer de outro modo e a maneira de reinventar não podem morrer. A ética é a recusa ao desespero, é a proteção da integridade e a forma de impedir o apequenamento da vida. A ética é o combustível da esperança.

(postado por Etel)

18 de agosto de 2010

Contemple o belo nos pequenos eventos da vida (Augusto Cury)



“Tenha sempre atividade fora da sua agenda pelo menos uma vez por semana. Valorize aquilo que o dinheiro não compra e não dá ibope.
Treine dez minutos por dia contemplar a anatomia das flores, gastar tempo vendo o brilho das estrelas, experimentar o prazer de penetrar no mundo das pessoas.
Não viva em função de grandes eventos, aprenda a extrair o prazer dos pequenos estímulos da rotina diária.”


Isso é bom demais. Muitas vezes me pego olhando o céu... onde moro é lindo e dá pra ver o céu. Algumas vezes nublado, outras com a lua linda!!! Mas sabe... percebo que só olho, não medito sobre ele!!! Às vezes me sinto na obrigação de olhá-lo... afinal está ali. Fico pensando... são tantos momentos bons e porque temos dificuldade em contemplá-los??? Será que esse mundo da “correria” nos cobra até isso... se sentir culpado por não contemplar?! Por não viver!!! Credo que coisa doida!
Mas vamos fazendo o exercício!!!

(Postado por Etel)

15 de agosto de 2010

"Quatro erros" (Roberto Shinyashiki)



A revista Isto É publicou uma excelente entrevista com Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

Uma das perguntas desta entrevista e a respectiva resposta:

ISTO É – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus, isso é verdade?

Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:
A primeira, é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não se casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais.
Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
"Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém, na hora da morte, diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Todos, na hora da morte.... “dizem se arrepender de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.”...
... “aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas”...


Pense: alguma coisa parece semelhante em sua vida?

(Postado por Julie)