Mostrando postagens com marcador sentimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sentimentos. Mostrar todas as postagens

15 de novembro de 2010

...


Estava tudo bem.

Mas um dia vc levanta um minuto mais cedo, troca o lado de dormir na cama, ouve falar de uma coisa, abre os olhos, pisca como um cavalo, vai. O coração acelera… Entre goles , entre tantos, de novo, tudo fica coberto por uma fumaça verde.
E muda alguma coisa , e as pessoas continuam falando frenéticamente ,as palavras se misturam, vc se vê ali, aonde nunca imaginou que fosse possível e foi.

***
Aquilo que nos separa agora é um passado recente e um futuro distante. E um mundo de possibilidades. É isso que importa. ou nada mais importa na hora de trocar as cadeiras de lugar. A música toca alto agora .
Olhando para o céu em uma tarde qualquer a cidade toda cinza volta a fazer sentido. Faz frio e eu não sinto. Nem melancolia nem medo. Nem pressa para o futuro distante. Nem tristeza pelo passado recente. E tudo valeu a pena, Só resta mesmo o desejo que de alguma forma maluca o mundo se encaixe de novo, e que sejamos todos felizes nos caminhos que escolhemos, da forma que for possivel, se é que é possível.
O mundo dorme e acorda em horas distintas. muda tudo o tempo todo. o tempo das pessoas é diferente, a intensidade dos amores tambem. Ninguem tem culpa. O mundo segue girando e um dia vc levanta um minuto mais cedo e…

Rita Wayner


(postado por Julie)

11 de novembro de 2010

"QUASE..."



Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do
talvez, é a desilusão de um "quase". É o quase que me
incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda
estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não
amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos
dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias
que nunca sairão do papel por essa maldita mania de
viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma
vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto! A
resposta eu sei de cor, está estampada na distância e
frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na
indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra
covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a
alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e
o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as
estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não
podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros
amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um
coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é
romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina
acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais
horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!


* autoria de Sarah Westphal ou Veríssimo?
Há controvérsias, mas o link abaixo apresenta uma explicação:

http://pseudo-poesia.blogspot.com/2006/09/o-quase-de-verissimo.html

.
.
.
Bom, controvérsias a parte, é um ótimo texto!.... (que em dias como hoje, fala por mim....)

(postado por Julie)

7 de novembro de 2010

"Um dia de cada vez"


E se com palavras não consigo traduzir o que se passa aqui dentro, o silêncio chega, conforta e fala por mim...
.
.
.
...sussurra com uma voz doce e calma: vai ficar tudo bem!
: )

(postado por Julie)

28 de outubro de 2010

Diálogos entre a minha solidão e a sua ausência

Minha solidão não é a sua ausência. Minha solidão é divina, sua ausência é humana.
Uma é minha essência, sempre presente; outra, parte da minha existência, presença, real ou imaginada.
Frustração, lembrança, desejo: minha solidão é também o que faço de sua ausência.

(E, em dias como hoje, sua ausência me fala mais de mim que minha solidão)

Sua ausência está ali, um fato quase físico.
Posso preenchê-la com outro corpo – tão pessoal, tão humanamente igual (a intimidade virá com o tempo, se vier).
Posso simplesmente contemplá-la.
Sim, sua ausência não me deixa só, nem minha solidão me exige estar sozinho.
Ao contrário, às vezes pede, senão impossível espelho, o sempre imprevisível traço de um retrato feito a mão.
Porque é ruim se sentir sem par no mundo hostil à solidão desnuda.
É bom ter um cúmplice, saber que na outra ponta da corda alguém nos aguarda,
Outro corpo que nos diga “Aqui acabo” ou “Aqui recomeço com outro nome”.

(E sobre essa outra solidão a solidão avança, se reconhece e nela se dissolve, como o rio no mar ou o ouvido no silêncio)

E então sentiu uma tristeza.
Uma tristeza nova, muito funda e fria,
Seca e lisa como um espelho onde sem querer se via:
“Fui o melhor que pude e não fui suficiente”.
Nenhuma culpa. Alguma dor.

(só um silêncio bem lá dentro, úmido de lágrimas que não virão, feitas de algum riso antigo que não houve, que podia ter sido e não foi)


*Texto de Antonio Caetano,do blog Café Impresso:
http://www.cafeimpresso.com.br/?p=3655



(postado por Julie)

30 de agosto de 2010

Certas pessoas me inspiram...


Me inspiram com palavras, mas, principalmente com atitudes...
Me inspiram e ás vezes nem mesmo sabem o por que...
Talvez seja o jeito de viver a vida, de tratar as pessoas, de olhar com os "olhos do coração” e sentir...se deixar transparecer naquilo que realmente são ou que estão buscando ser...
Me inspiram estando longe e até mesmo sem tê-las visto algum dia...(o contato de perto, é um misto de impressões e expressões e, ás vezes,se não nos concentramos em observar, os pequenos detalhes passam despercebidos,se tornam corriqueiros,ofuscados por sons, cores, gestos e formas que por vezes se tornam “automáticos” demais no cotidiano).
Me inspiram com passados surpreendentes, que me fazem entender e apreciar o que são hoje....
Inspiração dotada de qualidades raras como bondade, sinceridade, humildade e ainda,o estar ali por livre arbítrio e verdadeiramente “por inteiro”.
Me inspiram quando, reconhecendo seus defeitos e,mesmo sabendo que nunca atingirão a perfeição – pelo simples fato de serem humanos – ainda assim se esforçam pelo caminho e fazem isto por si (paz interior) para então compartilhar com os outros da melhor maneira.
Me inspiram simplesmente por trazerem paz, por serem "apenas" seres humanos em busca de equilíbrio e amor ao próximo.Por brotarem em mim a vontade de ser alguém melhor,de reconhecer os erros, de pedir desculpas,trazer alegria...recomeçar...
É um gesto que ficou guardado, uma espontaneidade não esquecida, uma essência rica e sincera que apenas fica comigo, quando frequentemente peço que me acompanhe, até mesmo quando aqueles que as proporcionaram já partiram da minha vida, do meu círculo...se renovando contudo, nas minhas tentativas de colocar em prática e retribuir tudo o que de bom, um dia eu recebi...

A essas pessoas as quais chamo de especiais, raras, de seres evoluídos....àquelas que sabem...e àquelas que ainda não tive a oportunidade de dizer o quanto significam:obrigada!
: )
(Postado por Julie)