16 de julho de 2011

O "chique, que se possui"

"Trata-se de uma elegância natural, inata. O chique faz transparecer cultura, um certo à-vontade, não no sentido de poder aquisitivo, mas de arte de viver.
Termo feito de tradição, permite porém a desenvoltura; é um modo simples de usar coisas luxuosas, mas é também um jeito mais livre de usar coisas simples com classe."

(Françoise,1989, p.140)




postado por Julie

15 de julho de 2011

"Faça as pazes com tuas imperfeições. Descubra tuas qualidades, acredite nelas e coloque-as a serviço de suas metas de crescimento, essa é a fórmula da verdadeira transformação.

O tempo concederá valor e experiência a teus esforços, ajustando teus propósitos aos limites de tuas possibilidades, libertando-te da angústica que provém dos excessos.

Caminha um dia após o outro na certeza de que Deus te espera sempre com irrestrito respeito pelas tuas mazelas, guardando o único direito de um Pai zeloso e bom, que é a esperança de que amanhã sejas melhor que hoje, para tua própria felicidade."

Ermance Dufaux


(postado por Etel)

14 de julho de 2011

Ter ou não ter namorado?


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas,medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e,de repente, parecer que faz sentido.


texto atribuído a Carlos Drummond de Andrade

12 de julho de 2011

"Ás vezes, as correntes que nos impedem são mais mentais do que físicas.Pense.Pois muitas vezes amarram você em nada e você acredita"



Linda foto! Traduz as inquietações mundanas!!!
DESAPEGUE-SE... EXERCITE-SE...
Boa semana a todos!


(postado por Etel)

11 de julho de 2011

9 de julho de 2011

Diário de Inverno (Parte I)


Aquela tarde de inverno foi mesmo memorável...

Assuntos acumulados, histórias guardadas na memória, esperando o momento de se encontrar



Depois de se perder, nos reencontramos

Mudamos muito. Ganhamos.Perdemos. Continuávamos a lutar
Evoluímos...
Evoluir enquanto ser humano, era o motivo pra conjugar

Fiz uma pausa. Disse que te faria o melhor café
Você me respondeu com o melhor sorriso
Sabíamos...rsrs

Então fomos caminhar
O pôr-do-sol (como de propósito), estava ainda mais fascinante desde a última vez que o vi
O admiramos,comentamos e voltamos a caminhar

Paramos em frente a um Café
Sorrimos. Entramos.

O relógio que em todos esses meses trabalhou tão devagar, de repente acelerou.
Tínhamos sempre pouco tempo juntos
Poucos momentos.
Não podíamos usá-los pra se lamentar.

Então relembramos,sorrimos, planejamos.
Te ouvi atentamente.
Seu tom alegre e entusiástico sempre me fazia alegrar

Falei sobre projetos, músicas, viagens, meditação..
Mas aquele dia, seu olhar fixo me enganou
Em resposta você me disse:
-“ Essa tarde, tem mil motivos pra ser memorável.”

E foi.










(postado por Julie)

5 de julho de 2011

Ser "Humano"



"Se você tem preconceito, desista de viver.
Se enterre meu filho!
O mundo ta cheio de gente, cada um é um ser, e cada um pode e deve existir."




Zéu Britto





(postado por Julie)

4 de julho de 2011

"Meia-Noite em Paris"



Sofisticação,arte, magia e um romantismo que vai muito além de uma história romântica "a dois": o novo filme de Woody Allen, é uma declaração de amor a essência única e apaixonante da cidade-luz.
Com um tom nostálgico, uma trilha sonora envolvente e pitadas leves de humor bem ao seu modo,Allen conseguiu expressar todo o charme de Paris, numa produção que pra mim, é uma das melhores de sua trajetória, juntamente com "Vicky Cristina Barcelona" (2008) e "Tudo pode dar certo" (2009).
No elenco, Carla Bruni, primeira-dama da França, faz uma participação especialíssima!
Aos apaixonados por Paris, é imperdível!
Jouir!


SINOPSE: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

"É também sobre um jovem que tem um grande amor por Paris e a ilusão que as pessoas tem que uma vida diferente da sua é sempre muito melhor."




(postado por Julie)

1 de julho de 2011

Good Life

"Quando você está feliz como um idiota
Deixe isso te dominar..."

: )





(postado por Julie)

28 de junho de 2011

Sobre laços...


Crie laços com pessoas que lhe fazem bem e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que já foram significativas mas que infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser.

Nó aperta, laço enfeita. Simples Assim.



(autor desconhecido)

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Um texto atribuído a Mário Quintana, já dizia: "Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!"
: )

(postado por Julie)

19 de junho de 2011

Releitura criativa ilustra nova campanha de Louboutin

A parceria do fotógrafo Peter Lippmann (um dos grandes nomes da fotografia mundial), com o francês Christian Louboutin (o famoso designer de calçados da marca homônima), mais uma vez deu certo! A campanha outono/inverno 2011, respira arte, agregando ainda mais sofisticação a marca que é sinônimo de luxo.
O ícone de Louboutin (a sola vermelha dos calçados),aparece "intacta" nos cenários envolventes da pintura clássica.
Enjoy!


Francisco De Zurbaran – “Saint Dorothy”




Georges de la Tour – “Madalena e a Chama”



James McNeil Whistler – “Mãe do assobiador”



Jean-Marc Nattier – “Marquise D’Antin”



Marie-Benoit Guilleme – “Portrait d’une Negresse”



Francois Clouet – “Elizabeth of Austria”


Jean Baptiste-Camille Corot – “Portrait of a Girl”

(postado por Julie)

"Deus me livre de ser normal"

Professor Hérmogenes é o grande divulgador da Yoga no Brasil. Quero dividir com voces esse vídeo...
Lindos ensinamentos!
Boa semana a todos!
Bjs,
Etel

15 de junho de 2011

"Ubuntu"



A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...

UBUNTU PARA VOCÊ!



(postado por Etel)

5 de junho de 2011

Apaixone-se!

"Apaixonados não esperam, agem...
A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes"

: )





(postado por Julie)

2 de junho de 2011

"Onde estão as pessoas bacanas?"

Por Alyssa Hopp



"Tudo começou no sábado à noite:
'Poxa, Alyssa, você colocou aquela minha história lá no seu blog, não é bem assim, deixa eu te dar a minha versão', disse ele.
'Ok, ok. Mas ó, tudo o que eu vivo, tudo o que me contam vai parar lá. Sem nomes, sem comprometer. Mas vai. Cuidado então'.

Tudo começou no sábado à noite.
Ai, lá pelas tantas, depois de umas cervejas, ele fala:
'Ai eu sai com a beltrana, a cicrana, a fulana, mas não fechava. Sabe, as vezes a menina é até legal, gente boa, mas não fecha. Outras, é linda, mas não dá pra aguentar o papo. Eu to numa outra fase da minha vida, trabalho e tals, não tenho mais paciência pra uma postura meio boba. Sei lá, eu tava procurando, até achar e daí achei uma que deu o papo, deu a beleza. Tudo'.
'É...essa tal procura é foda mesmo. Mas quando a gente acha, não tem explicação', respondi.
Tudo começou no sábado à noite. Comecei a pensar no sábado à noite.

Todo mundo está à procura, já falamos disso por aqui. Às vezes meio sem querer, sem perceber, sem saber como. Caindo, topeçando, errando de novo. Mas todo mundo está à procura. Uma hora ou outra. E quando a gente para pra conversar, a gente vê que os nossos amigos, que pareciam sempre tão bem resolvidos, também estão à procura. Todo mundo procura. Procura. Procura. Procura. Não acha. Acha pelas metades. Incompleto. Aos trancos e barrancos. E, assim, continua a procura. A procurar.



Na verdade, me parece que ninguém mais sabe paquerar. A maioria, só pega. Eu ando com preguiça. De paquerar. De pegar. Preguiça da “Fabricação em série” das pessoas, das meninas e meninos que vão sempre às mesmas baladas, com a mesma roupa, a mesma bebida, o mesmo carro, o mesmo comportamento. Cansei de balada onde a gente tem que gritar para conseguir ouvir alguma coisa e se embebedar para achar que alguém de lá é interessante.



Já tentei paquerar naqueles barzinhos Cult, que abrem em uma esquina charmosa e onde você realmente encontra todo mundo. Bacana. Gente bacana. Comida bacana, bebida bacana. Papo bacana. Olhar bacana. Tão bacana que o pessoal se acha mais bacana do que é. Enfim, fiz vários amigos. Tenho um amigo que é fissurado em paquerar na Saraiva. Sei não, fica todo mundo olhando com cara de desentendido, pior, de poucos amigos: 'fique com suas letras que estou aqui com as minhas'. Já fui a trance, show de roque, incontáveis barzinhos, festinhas de amigos. Mas a maioria dos lugares a gente só acha gente desesperada. To fora.




Ultimamente to fora de quase tudo. To fora de baladas de playba, com meninas cada vez mais piriguetes, se jogando no colo de todos os homens. Elas ainda têm aquela voz meio anasalada, querendo ser meiga com querendo ser sexy com querendo ser pato. E os meninos? Cada um com seu Audi/Mercedes (que na verdade pegou emprestado do pai ou comprou usado), cabelinho de playmobil, desfilando suas camisas Ralf Lauren e tênis adidas, Nike... (com a logomarca enorme, como se adicionasse algo à sua vazia, inútil e inexpressiva personalidade). Preguiça total.




Ai, então, às vezes a gente para pra pensar: Onde é que está a tal da química? Sem o aditivo do álcool pré-conversa. Aquela química de conversar à toa, de passar horas em um parque, no domingo à noite, olhando nos olhos, falando abobrinha e rindo da vida. Cadê a tal da química que “fecha”, como disse meu amigo? Ficou só no colégio, nas aulinhas de ensino médio?



Onde estão as pessoas bacanas?
...




Foi então que me dei conta. As pessoas bacanas também pensando “onde estão as pessoas bacanas?” Estão com preguiça de irem às mesmas baladinhas de playboy, com os meninos-playmobil e as meninas-barbie. Estão com vontade de conversa e de olhos nos olhos, sem falsidade. Querem de uma cerveja na mesa do bar com risada, para matar a sede e o desejo por boa conversa. Todas as pessoas bacanas estão procurando pessoas bacanas.




Puta merda, peraí...



A verdade é que as pessoas de verdade, as pessoas bacanas estão em casa. Logo, portanto, então, a possibilidade de duas pessoas de verdade se encontrarem é muito pequena. Não é triste perceber que quanto mais interessante alguém é, menor a chance de encontrá-la por aí?




Que mundo estranho... "




*Adorei esse texto da Alyssa (minha amiga virtual do blog "Invisível no Real")
Gostaram?? Aqui:
http://invisivelnoreal.blogspot.com tem escritos super bacanas e com certeza você irá se identificar com muitos deles.




: )





(postado por Julie)