21 de maio de 2011
"Oração" - A banda mais bonita da cidade
Essa banda de Curitiba está bombando na rede com esse vídeo. A letra é do cantor e compositor Leo Fressato.
Achei gracinha!
Uma produção simples e bem pensada,de uma sutileza encantável...
: )
* O clip faz referência ao vídeo "Nantes" do Beirut (http://www.youtube.com/watch?v=hq2s0AhdFE4&feature=player_embedded), grupo americano que os integrantes d'A Banda mais bonita da cidade, afirmam ter uma admiração (e eu tbem!).
(postado por Julie)
19 de maio de 2011
: )
Caio Fernando Abreu
(postado por Julie)
18 de maio de 2011
17 de maio de 2011
Mineirês
Jeitim minerim de falá é bão dimais! Apesar de ser goiana do pé rachado kkkk sou minerinha de coração! Dorei isso aí e quero dividi concês!!!
Bjs Etel
como é que o falar sensual e lindo das moças de Minas ficou de fora?
Porque, Deus, que sotaque!Mineira devia nascer com tarja preta
avisando: 'ouvi-la faz mal à saúde'. Se uma mineira, falando mansinho,
me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de
perguntar: 'só isso?'.
Assino, achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma.
Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por
engano, só pelo sotaque.
Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.
Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho.
Não dizem: pode parar, dizem: 'pó parar' Não dizem: onde eu estou?, dizem: 'onde queu tô.' Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs.
Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço.
Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô.
Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço.
Faz sentido...
Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: 'cê tá boa?'
Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário...
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada.
Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc)
O verbo 'mexer', para os mineiros, tem os mais amplos significados.
Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.
Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada.
Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: '- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.'
Esse 'aqui' é outra delícia que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase.
É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer 'olá, me escutem, por favor'.
É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Mineiras não dizem 'apaixonado por'. Dizem, sabe-se lá por que,'apaixonado com'. Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: 'Ah, eu apaixonei com ele...' Ou: 'sou doida com ele' (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro).
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira.
Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas.
Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: -'Eu preciso de ir..' Onde os mineiros arrumaram esse 'de', aí no meio, é uma boa pergunta...
Só não me perguntem! Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório.
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente.
Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu?
Agarrar é agarrar, ora!
Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena,suspirará: '- Ai, gente, que dó.'
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras...
Não vem caçar confusão pro meu lado!
Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro 'caça confusão'.
Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele 'vive caçando confusão'.
Ah, e tem o 'Capaz...' Se você propõe algo a uma mineira, ela diz: 'capaz' !!! Vocês já ouviram esse 'capaz'? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer 'ce acha que eu faço isso'!? com algumas toneladas de ironia..
Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: 'ô dó dôcê'. Entendeu? Não? Deixa para lá.
É parecido com o 'nem...' . Já ouviu o 'nem...'?
Completo ele fica: '- Ah, nem...' O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum.
Você diz: 'Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?'. Resposta: 'nem...' Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
Preciso confessar algo: minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão.
Se você, em conversa, falar: 'Ah, fui lá comprar umas coisas...'.. - Que' s coisa? - ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o 'que'!
Ouvi de uma menina culta um 'pelas metade', no lugar de 'pela metade'. E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: - Ele pôs a culpa 'ni mim'.
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: 'preocupa não, bobo!'. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim.
Fórmula mineira é sintética. e diz tudo.
Até o tchau, em Minas, é personalizado. Ninguém diz tchau, pura e simplesmente. Aqui se diz: 'tchau pro cê', 'tchau pro cês'. É útil deixar claro o destinatário do tchau... Na verdade, aqui se fala tiau!!! É como eu me despeço docê!
* Crônica extraída do livro 'As coisas simpáticas da vida', Landy Editora, São Paulo (SP) - 2005, pág. 82.
(postado por Etel)
16 de maio de 2011
15 de maio de 2011
...
Gosto das reticências...
Gosto de ver o que os meus olhos não alcançam e apreciar o que ainda não existe...
Aprendi a colocar os pontos finais quando é preciso, sem esgotar as possibilidades
Preparar a alma e receber o que vier...
Deixo a porta aberta e o coração livre
Os pés no chão
Pensamentos ao vento...
Pontos finais as vezes assustam
Enganam...
De um lado, soa claro como uma exclamação
Do outro, nada se vê além de uma interrogação
É mais ou menos isso, quando chega o fim...
Quando ele chega
O passado volta, o presente treme e o futuro....
Ah, o futuro ficou mais bonito depois que chegou o fim...
Ficou mais leve e feliz
Os olhos se encantaram novamente na sua incerteza...surpresa...
Gosto das reticências..
Gosto do que está por vir e do que num passado recente, era futuro e agora já chegou....presente
Presente de Deus
Presente do presente
Presente a quem conseguiu - nas reticências - ir além do que determinou o fim...
: )
(postado por Julie)
10 de maio de 2011
9 de maio de 2011
A flor vermelha do caule verde

Era uma vez um menino. Ele era bastante pequeno e estudava numa grande escola. Mas, quando o menino descobriu que podia ir à escola e, caminhando, passar através da porta ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.
Certa manhã, quando o menininho estava na aula, a professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, barcos e trens. Pegou então sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
– Esperem. Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, desenharemos flores.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seus lápis cor-de-rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com o caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
– Hoje faremos alguma coisa com barro.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e a amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:
– Esperem. Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, faremos um prato.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. Assim, disse a professora, podem começar agora.
O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para seu próprio prato. Ele gostava mais de seu prato do que do da professora. Mas não podia dizer isso. Amassou o seu barro numa grande bola novamente e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo.
E, muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer as coisas exatamente como a professora fazia. E, muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si mesmo.
Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho teve que ir para outra escola.
No primeiro dia, ele estava lá. A professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Então, veio até ele e falou:
– Você não quer desenhar?
– Sim, disse o menininho. O que é que nós vamos fazer?
– Eu não sei até que você o faça, disse a professora.
– Como eu posso fazer? Perguntou o menininho.
– Da mesma maneira que você gostar. Respondeu a professora.
– De que cor? Perguntou o menininho.
– Se todos fizerem o mesmo desenho e usarem as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o quê e qual o desenho de cada um?
– Eu não sei, disse o menininho.
E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.
Conto de Helen Barckley
* Trabalho esse texto com alunos da graduação nas áreas da educação e fazemos exatamente esse questionamento. Pena que as escolas "abortam" a primeira forma de expressão escrita das crianças... o desenho. Acham sem sentido, feio... que pena isso!
(postado por Etel)
8 de maio de 2011
Mãe
Que possamos todos os dias expressar e retribuir da melhor forma esse amor único!
Parabéns a todas as mães!
: )
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
(postado por Etel e Julie)
2 de maio de 2011
Criatividade

"Chega ao colégio e - surpresa! - pedem-lhe que faça um navio. A coisa que ele mais gosta: desenhar. Faz um navio lindo, redondo como a lua, cheio de árvores no interior e com dois bichos nadando - elefantes, diz ele. A professora olha a obra de arte, pergunta o que é e recebe a resposta: ‘Um navio! ’ Carinhosamente, a professora vai até o quadro e desenha um navio clássico, com velas, proa e popa, um digno navio de adulto, e diz: ‘João Paulo, isto é um navio e elefante não nada! ’ João Paulo havia feito um navio original, diferente dos outros, lindo, nunca feito por alguém. Havia criado o primeiro navio redondo, e a professora, que seguramente não havia lido "O Pequeno Príncipe", deu-lhe uma lição de como as pessoas devem ser bitoladas desde criancinhas."
(LISBOA, 1998, p. 15)
********
(Barreiras à criatividade pessoal , de Eunice Alencar e Denise Fleith)
1 de maio de 2011
Japão
Mas enfim, acho uma pena o tamanho da ignorância e o desperdício do enriquecimento cultural, alimentado pela visão etnocêntrica.
Entender uma cultura não é questão de concordar ou não com suas tradições, mas, respeitá-las exatamente nas diferenças.
Abaixo,uma abordagem belíssima da monja Coen sobre o país, ao som peculiar do Coldplay.
A monja Coen, que mora em São Paulo no Templo Busshinji, explica porque os japoneses estão surpreendendo o mundo com seu modo de fazer face às dificuldades.
"Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.
Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.
A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.
A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área.
As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.
Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.
Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença.
Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta.
Desculpe pela minha dor, pelas minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.
Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra.
O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos.
O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.
Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.
Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?,Me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Buda.
Mãos em prece."
Monja Coen
(postado por Julie)
30 de abril de 2011
"Dessa vez"
24 de abril de 2011
23 de abril de 2011
22 de abril de 2011
O "fantástico" da fotografia (antes do photoshop)
A série "Bubble" que ele fez em 1963 para a Harper’s Bazaar, revolucionou a fotografia de moda, fugindo de todo e qualquer padrão de normalidade da época.
Sobre este trabalho,Sokolsky, contou uma história interessante: em uma exposição, espiando a discussão que um grupo de estudantes faziam acerca de seu trabalho, ouviu alguns deles elogiarem suas habilidades com o Photoshop. As famosas fotografias com bolhas e modelos voadoras de Sokolsky, deveriam ser produto de um informata habilidoso, julgavam os estudantes, visto que não haviam quaisquer imperfeições perceptíveis naquelas imagens . Sokolsky, fingindo ser um espectador, uniu-se ao grupo e fez a grande observação: em 1963 o Photoshop sequer existia!
Talvez a admiração dos estudantes tenha aumentado quando descobriram que tudo aquilo foi feito artesanalmente, já que as bolhas realmente estavam penduradas nos prédios e suspensas nas ruas. Para sorte de Sokolsky, o marido de uma das modelos era amigo de um policial que concedeu a permissão para que o estranho projeto pudesse ser concretizado. Graças a isso as modelos puderam alçar vôo.








Diz-nos o fotógrafo que, ao idealizar este trabalho, tinha em mente uma tela de Bosh, que conhecera na infância: “ O Jardim das Delícias Terrenas”, magnífico tríptico que representa a vida no mundo como um espaço entre o paraíso e o inferno, entre o Éden e a perdição, enfatizando um detalhe em que um casal se apresenta dentro de uma bolha.
(O jardim das delícias terrenas" Hieronymus Bosch - 1504)

*detalhe da telaAlguns críticos analisam que uma forma de pensar nas modelos em bolhas, é justamente encara-las como representações de uma beleza ideal. Pois, esta beleza, cristalizada naquelas fotografias, mantém-se longe da avassaladora ação do tempo. Apenas a imagem pode existir em sua juventude por um tempo infinito.
Para Sokolsky, os recursos tecnológicos, como a captação digital das imagens, facilita o trabalho pelo fato de permitirem a análise instantânea das imagens e diz utilizar o Photoshop hoje, para tratar e refinar as imagens, mas , deixando claro que é mesmo a idéia que realça o espírito da foto: “ a técnica não é o passaporte para se fazer uma grande imagem. Sem a idéia você não tem nada”.
*Melvin Sokolsky, foi um dos mais sucedidos fotógrafos publicitários dos anos 60, fotografou personalidades internacionais como Twiggy, Chet Baker, Natalie Wood, entre outros.Produziu ainda para Vogue, Vibe e Bazaar, além de ter trabalhos que constituem a coleção permanente de museus.
(postado por Julie)



